EDUCAÇÃO NA ANTIGUIDADE
Educação na Antiguidade
Os aspectos econômicos, políticos,
religiosos e culturais foram fundamentais na educação da antiguidade. Eles
ajudaram a moldar a forma como a educação era fornecida e determinaram quem
tinha acesso a ela.
Situando esses pontos começando pelo
aspecto econômico, percebemos que em sociedades cuja economia é baseada na
produção e manutenção de culturas e terras de cultivo (ou seja; quase todas as
sociedades do mundo), a economia teve um papel importante para educação. Em ensinamentos
passados de geração para geração, as crianças eram ensinadas a trabalhar a
terra para garantir que houvesse uma produção de alimento adequada. Já era
percebido também a divisão de classes, onde certa educação era selecionada para
certo grupo, algo que com o passar da história se tornaria bem mais
perceptível.
Na religião a educação teve o foco
máximo. Na antiguidade a sociedade explicava os fenómenos do mundo ligando-os a
ideias de deuses, de espíritos, de mitos sobrenaturais, um estado teológico. Na
educação não seria diferente. Em muitas culturas antigas, a educação era
fornecida pelos templos e os jovens eram ensinados sobre as crenças da religião
local buscando uma conexão divina.
Os aspectos políticos também
influenciaram a educação na antiguidade. Em muitos impérios antigos, a educação
era usada como um meio de controlar a sociedade. Em geral a classe mais
poderosa controlava os métodos e assim passavam as ideologias que lhes
favorecessem. Algo que será um marco em toda a história da educação.
Na cultura, mesmo com tantas
civilizações no mundo e divididas pelos seus territórios, em geral cada cultura
tinha suas próprias tradições e valores, e a educação era frequentemente usada
para ensiná-los aos jovens. A educação muitas vezes se concentrava na
literatura e na arte para preservar a cultura local. E como mencionado antes;
os valores culturais eram passados de geração para geração.
É importante mencionar que toda essa
educação era selecionada e quando ordenada por grandes poderosos tinha uma viés
preconceituosa. Classes mais pobres, negros, mulheres, por exemplo, não tinham
acesso a essa educação e não é por estarem distantes, mas por proposital
exclusão. Algo que infelizmente se percorreria por longos anos e criariam
fortes raízes no mundo.
Por fim, percebemos que todos esses
aspectos sempre influenciaram a educação por toda a história, sempre andarão
lado a lado e impactarão gerações, como a atual, como a futura. Portanto,
pesquisar esse momento histórico é entender também o momento atual educacional
do mundo e enxergar as influencias para a educação do futuro.
Educação na China Antiga
Nas civilizações orientais, a educação
era tradicional: dividida em classes, opondo cultura e trabalho, organizada em
escolas fechadas e separadas para a classe dirigente. O conhecimento era
restrito.
Ao contrário de muitas regiões do
mundo, a educação na China começou não com as instituições religiosas, mas com
leituras de textos clássicos chineses elaborados durante a Dinastia Zhou. E só
depois foi criado as escolas por ordem do Imperador Tcheu em 1097 a. C. A
educação tinha um viés político de controle com o Estado (os mais ricos) tendo
o controle sobre o conteúdo e a distribuição da educação.
Ocorreu o surgimento do Dualismo
Escolar, onde destinava um certo tipo de ensino para o povo e outro para os
filhos dos funcionários, ou seja, grande parte da comunidade foi excluída da
escola e restrita a educação familiar informal. Os funcionários do império
foram divididos para um sistema educacional fundamentado no letramento, estes
tinham uma possibilidade de ascensão social.
Um sistema imperial de avaliação foi
estabelecido na dinastia Ham (206 a 2020 a.C.) para avaliar e selecionar
funcionários. Esse sistema baseado no mérito deu origem às escolas que
ensinaram os clássicos perpetuando-se por dois mil anos até o final da Dinastia
Qing, e finalmente abolida em 1911, sendo substituída por métodos ocidentais de
ensino.
Por fim, é importante mencionar a
escrita gráfica chinesa e sua dificuldade para a aprendizagem. Em geral a
escrita gráfica chinesa representa ideias e não sons, é uma escrita ideológica
e não fonética como a escrita ocidental.
Educação na Grécia Antiga
De forma alguma não se pode falar da
educação antiga sem mencionar um dos grandes berços do conhecimento que já
existiu na humanidade: a Grécia antiga. Por ela, e sendo mais especifico em
Esparta e Atenas, é que herdará boa parte das influencias educacionais nas
civilizações futuras. Antes muito do que se conhecia sobre a educação, a
transmissão e forma, acontecia por meio de imitações. Era algo sem tanto
critério, sem que conhecesse métodos aprimorados educacionais, era algo mais
primitivo. É com os gregos que temos o surgimento e transformações dessas bases
educacionais em todas as áreas.
Em Atenas as meninas tinham
ensinamentos para afazes domésticos. Já os meninos tinham todo um esquema
educacional diferente: recebiam uma formação que passava pelo o campo da
educação física, alfabetização, música, moral e estética. Não apenas isso,
seguia-se pela idade e condição social os caminhos para construção educacional:
aos 13 anos, as crianças mais simples buscavam um ofício, as de famílias mais
abastadas continuavam seus estudos; dos 16 aos 18 anos havia a educação
secundária; depois dos 18 anos surge a educação Superior com os sofistas, com
estudos sobre gramática, retórica, dialética, aritmética, geometria, astronomia
e a música. Atenas tinha um viés mais democrático. A influência desse esquema é
bem perceptível atualmente.
Em Esparta a educação tem um viés mais
militarizado, se aproximando das atividades guerreiras, severidade e rigidez.
As mulheres participavam das atividades físicas, incentivadas a cuidarem da
saúde e do corpo para gerir filhos sadios e guerreiros. Os meninos seguem a
mesma linha escalada das idades citada antes, onde: até os 7 anos crianças
ficam sobre os cuidados da família; dos 7 aos 12 anos a educação era
obrigatória com atividades com música, canto e dança; depois dos 12 a educação
se trona um treino militar, envolvendo suportar fome, frio, desconforto,
obediência e respeito aos mais velhos.
Também não podemos de citar os grandes
pensadores gregos, onde sua influência revolucionaram e transformaram a forma
de pensar enriquecendo assim toda a história da educação. Com Sócrates temos o
começo do desenvolvimento dos princípios éticos nas bases da educação. Ao
contrário dos sofistas, Sócrates acreditava que ensinar a pensar fosse mais
significativo do que ensinar a falar. Para ele, as respostas deveriam ser
construídas através de análises e não por meio de uma simples retórica. Platão
considerava a educação uma questão de interesse do Estado que deveria controlar
e sustentar todo o ensino para formar a sociedade ideal que seria mais justa e
feliz. Ele expõe seu sistema educacional em A República que, na sua opinião,
garantiria a existência de um Estado mais justo, estável e feliz. Aristóteles
afirmava que o objetivo da educação é tornar as pessoas virtuosas. Devia ser
adaptada às condições naturais do ser humano. Assim, desde o nascimento até os
sete anos a educação cuidaria dos exercícios do corpo. Depois haveria o ensino
formal até os vinte anos.
Todos esses grandes pensadores, com sua
vasta contribuição para a humanidade, têm participação direta de como a
educação veio a se tornar atualmente.


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